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A Arte de Renunciar

  • Foto do escritor: Isabela Pelluso
    Isabela Pelluso
  • 15 de nov. de 2024
  • 1 min de leitura

Eu já renunciei tanta coisa que fica difícil focar em uma só e seguir adiante. Mas, o que eu acho mais importante são as renúncias que eu fiz para o meu próprio bem.


Confesso que algumas delas não foram por escolhas minhas, algumas foram por conta própria, outras foram tomadas por outras pessoas e tem aquelas que o destino quis...


Eu escolhi renunciar falas e atitudes de quando eu era apenas um pirralho, mas o que mais me doeu, foi a renúncia das pessoas que eu amava. Eu tive que renunciar sem ao menos pedir autorização ao meu coração. Já estava desgastante, me esgotava e criava uma versão de mim que eu não queria que existisse (e nem precisava existir.)


Pensei que se eu continuasse tentando, as coisas poderiam voltar ao "normal" ao que era antes, porém, esse pensamento nunca se tornou verdade. Tudo o que me restou foram as lembranças e as coisas que eu mesmo devo ter criado de pessoas que já não existem mais...


Hoje, me torno alguém mais decidido, maduro e sábio perante as situações. Por mais que ainda doa, por mais que ainda sinta falta, eu sei que a renúncia foi necessária, tanto para mim quanto para aqueles que eu renunciei.


Caminhos se encerram, e cada um segue o seu da maneira mais saudável que encontrar. Mas as vezes eu me pergunto se eu realmente aprendi a renunciar, mesmo depois de ter passado por tudo o que eu já passei.


Por que é tão difícil abrir mão de algo mesmo sabendo que nos faz mal?


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