O nó que se forma em minha garganta não é fruto do acaso quando me percebo submetida ao viés maternidade. Julgam ser efeito do pensamento juvenil o que na verdade é aversão. Tudo o que me remete ao materno é desprezo. Sou fruto do repúdio e raiz da decepção, regada em olhares rancorosos e palavras cruéis. Aprendi a odiar a minha essência muito cedo — entregue a tantas representações culturais da pureza na relação entre mãe e filha, que me senti culpada por não ser merecedora
Após o meu Nascimento,eu conseguia ver a luz do dia,o sol brilhando no meu rosto, via também o quanto a natureza era bonita, o mar, o céu, minha mãe,pai,família e amigos próximos. As cores, os objetos, os animais, os programas de televisões e a leitura do livro. A perda da minha visão me chocou bastante, por que tudo que foi vivenciado no meu olhar não poderia mais ser visto, causando um sentimento de tristeza, dor, angústia e solidão. Enfrentei muitas dificuldades. Ao longo
A comida é algo necessário à vida humana. É impossível falar da experiência que é viver sem atrelá-la a essa coisa. Tão importante que hoje podemos cursar nutrição e gastronomia para entender melhor esse enganosamente simples elemento. Seja tratando de seu aspecto cultural, de nossa necessidade biológica ou de seu valor psicológico. E apesar da comida ser multifacetada para mim, essa última parte foi protagonista em grande parte de minha pequena vida. Talvez tenha começado