A Delicada Arte de Viver
- Isabela Pelluso
- 11 de out. de 2024
- 1 min de leitura
Acho que, por ser uma pessoa que tende a racionalizar muito todas as situações, acabo confundindo autossabotagem com autopreservação. Desde pequena, me acostumei a dar um passo para trás quando algo me assustava demais ou me fazia sentir demais, porque as consequências de algo que pode vir a ser muito bom são igualmente altas e, muitas vezes, não tão boas.
Na verdade, até hoje, tento me equilibrar sobre a corda bamba que objetifica aquilo que me faz bem, aquilo que me faz mal e aquilo que é necessário. O problema é que sempre me encontro cruzando todos esses conceitos quando aplicados de maneira real em minha vida. A autossabotagem é exaustiva, mas lutar contra ela também é. E procurar entender tudo isso cansa ainda mais, principalmente quando se é uma pessoa que tenta acertar o tempo inteiro; é bom sublinhar a palavra "tenta" nessa parte.
Ainda assim, acho que o erro faz parte de mim, assim como faz parte de todos. O problema, para mim, é a imprevisibilidade. Muitas vezes, me impedi de viver algo e me preservei de muito sofrimento. Isso faz da minha escolha o quê? Certa? Errada? Autopreservação? Autossabotagem? Por outro lado, nas vezes que me permiti, o êxtase foi tão infeccioso quanto o depois. E, novamente, o que isso significa? Não faço ideia, mas sinto que cada experiência vivida - ou não vivida - tornou-se parte de mim, moldando quem sou hoje.
E, por fim, a pergunta que fica é: você está disposto, ou disposta, sobretudo, a viver? Viver o bom, o ruim, a felicidade, a tristeza, os arrepios, o medo, a ganhar, a perder e, principalmente, a SENTIR?
Estela Lis


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