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Cada escolha, uma renúncia

  • Foto do escritor: Isabela Pelluso
    Isabela Pelluso
  • 15 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

"Cada escolha, uma renúncia. Isso é a vida. Estou lutando para me recompor." Essas palavras da música do Charlie Brown Jr. me fazem refletir sobre tudo o que tenho vivido. Sobre as minhas renúncias, sobre o fardo e a tristeza que elas trazem, e sobre a solidão que às vezes me invade.


A faculdade, talvez, tenha sido uma das minhas maiores escolhas, mas também uma das maiores renúncias. O tempo que passei lá, muitas vezes, me afastou de momentos que eu sabia que não voltariam mais: os aniversários, as conversas com meus melhores amigos, o tempo só para mim, para fazer o que eu queria, onde eu queria. E, embora eu saiba que fiz essas escolhas em busca de algo maior, o peso delas é difícil de carregar.


Às vezes, eu nem percebo. O tempo vai passando, as coisas vão acontecendo, uma atrás da outra, e, de repente, me vejo no meio de tudo isso, querendo apenas chorar até esquecer as minhas dores. Todos os dias, eu tento melhorar. Tento ser mais presente na vida das pessoas que amo, tento me comunicar mais, ser um exemplo. Mas, ainda assim, as marcas das renúncias continuam ali, me lembrando do que ficou para trás.


Uma das lições que a vida me deu foi a morte de alguém muito próximo. Uma pessoa tão alegre e radiante, que vivia ao meu lado, mas que vivia apenas para o trabalho, para as viagens, e, de repente, se foi. Tão jovem, com tantos planos, e tão pouco tempo para realizá-los. Isso me fez pensar: não quero passar a vida toda me perdendo nos compromissos, nas obrigações, como uma prisão que me impede de viver. A morte dessa pessoa me fez ver que as renúncias, por mais que nos tragam algo em troca, também podem nos tirar o essencial.


A faculdade, que deveria ser o caminho para uma vida melhor, acabou se tornando uma prisão da mente. Ela exige tanto de nós que, por vezes, nos esquecemos de viver. As renúncias têm esse poder de nos distanciar de nós mesmos. E, hoje, eu entendo um pouco mais disso. Às vezes, eu me pego pensando em largar tudo e ir embora, sumir, simplesmente fugir desse ciclo.


Mas, a lei da vida é essa: escolhemos, renunciamos, e seguimos em frente. Não há muito o que fazer, além de tentar aprender a conviver com as consequências das nossas escolhas. Talvez, no fundo, a luta seja essa: aprender a conviver com as renúncias e, ainda assim, encontrar uma forma de ser feliz. Porque, no final, cada escolha, cada renúncia, é o que nos torna quem somos.


The King

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3 comentários


Rony Rústico
Rony Rústico
21 de jan. de 2025

Texto que faz pensar, te coloca no lugar do autor até mesmo quando vc não passou pelo mesmo que ele. Sinal que a mensagem foi bem passada. Gostei bastante

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magriuff
15 de jan. de 2025

Renúncias são sempre dolorosas mas ainda assim essenciais, cabe a nós aprender a viver com elas

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Imaginário
Imaginário
26 de nov. de 2024

Renunciar o dia-a-dia por algo maior é algo que incomoda muito, mesmo sabendo que é pro nosso bem. Sábias palavras, The King

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