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Cicatrizes Invisíveis

  • Foto do escritor: Isabela Pelluso
    Isabela Pelluso
  • 4 de out. de 2024
  • 1 min de leitura

Desde nova, a insegurança me rondava, a ansiedade e a angústia se tornaram companheiras constantes, moldando a essência do meu ser. Sempre fui excluída dos ciclos, isso se instaurou na minha mente, criando uma ferida que eu não sabia como curar.


Certa vez, ouvi que a beleza está nos olhos de quem vê, mas, diante do espelho, eu só via as cicatrizes que os anos deixaram. Cada marca era um lembrete do que eu não era, do que eu queria ser e do que me faltava. Minha personalidade foi se formando em uma grande mentira, uma construção feita de inseguranças.


Às vezes, sinto que estou presa em um ciclo interminável de comparação e frustração. A dúvida ecoa insistentemente: 'Quem sou eu, de verdade?' Sem nunca encontrar uma resposta clara, a cada tentativa de me expressar genuinamente, a insegurança volta a me sufocar, enquanto o medo de que as feridas do passado retornem, ainda mais intensas, trazendo de volta uma dor mais profunda do que antes.


Assim, sigo vivendo entre sorrisos forçados e lágrimas silenciosas, me perguntando quando poderei viver sem as sombras das inseguranças, na esperança de que um dia eu possa ser verdadeiramente eu, sem receios e máscaras falsas.


Clarice Lispector

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