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Doce Januária

  • Foto do escritor: Isabela Pelluso
    Isabela Pelluso
  • 6 de dez. de 2024
  • 1 min de leitura

Voltar ao início de sua infância não é uma vontade impopular, muito pelo contrário. A imaginação infantil torna a realidade infinitamente mais feliz, agradável e vivível. Principalmente, quando dentro de seus belos olhos castanhos, se criam enormes gotas da mais pura dor. Gotas essas que transmitem infelizes momentos inesquecíveis. Impossível esquecer de fantasmas que te atormentam desde ao deitar-se para dormir até o mesmo do dia seguinte.


Ela sempre quis voltar aos 9 anos, não pela saudade do Nescau ou da TV Globinho, mas sim pela liberdade, já que apenas 1 ano depois, as vendas e exigências não teriam gosto de chocolate ou a faria rir. Medo de gente, mas, duas amigas de longa data jamais a desamparariam: a solidão e a cobrança.


Forte, negra, de um coração enorme e olhos que só viam o bem. Vaidosa, livre, de alma aventureira e que ninguém vive sem. Descobrir seu próprio arquétipo mostrou-a que tudo realmente lhe é lícito, mas nem tudo à convém. A renúncia foi bem-vinda, tirando-a de onde sempre foi refém.


Doce Januária. O medo de gente gradativamente se dispersa por um vendaval capaz de dissipar seus fantasmas da escola. Aquela corrida que antes era estática, hoje é dinâmica. Não é a última vez que isso acontece, mas é a primeira. O vendaval se chama um novo destino. E sabe o mais legal? Ele acontece justamente no domingo.


ET Bilu

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1 comentário


Clarice Lispector
Clarice Lispector
14 de jan. de 2025

Adorei sua perspectiva!

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