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Medo de gente

  • Foto do escritor: Isabela Pelluso
    Isabela Pelluso
  • 4 de out. de 2024
  • 2 min de leitura

Quando era pequena, Januária acreditava que todas as pessoas eram boas e que a maldade era reversível. Todavia, quando cresceu Januária percebeu uma realidade tão assustadora e diferente do seu inocente mundo infantil, Januária teve que lidar com a maldade humana.

Todos os dias, no auge da sua adolescência, Januária sentia os olhares maldosos, os sussurros horripilantes e a vontade de sair correndo para algum lugar - a qual não fazia ideia - e fugir daquela situação. Os populares de sua escola resolveram dar-lhe apelidos cruéis - nomes que prefiro não citar - e começaram a espalhar mentiras sobre sua pessoa.

Com o tempo, Januária passou a se isolar, dos amigos, da família, das suas ocupações e até mesmo de si própria. Januária evitava - e ainda evita - as relações sociais, as festas familiares, os eventos escolares e qualquer coisa que envolva pessoas. Januária tem medo de até onde pode chegar a maldade do mundo. Januária tem medo de até onde as pessoas podem chegar simplesmente para humilhar o próximo.

Ela se pergunta todos os dias, qual o motivo de serem assim? Estarem em guerra constante para se tornarem uns melhores do que outros. Se sentirem felizes pelo insucesso e mal-estar da outra pessoa. Em alguns momentos Januária se pergunta se seria mais fácil ser como essas pessoas, e se isso a levaria a algum lugar ou condição melhor.

No fundo Januária só queria poder voltar ao início de sua infância, voltar para seu pequeno mundo infantil em que a maldade das pessoas ainda não havia sido vista por ela. Januária sente falta da magia de ser criança,de quando tudo era belo e acordar às 9 horas da manhã para assistir TV Globinho tomando um copo de Nescau era a melhor sensação do universo.

Januária Couto

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1 comentário


Imaginário
Imaginário
14 de jan. de 2025

Acho que todos nós já tivemos esse medo alguma vez e todos nós já tivemos essa vontade também. Você retratou muito bem esses sentimentos

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