NENÚFAR
- Isabela Pelluso
- 10 de jan. de 2025
- 1 min de leitura
Nenúfar observa tão bem quanto age. Inclusive, observa bem o suficiente pra saber quando a melhor ação é não agir. E se não agir não foi a melhor escolha, ela o fez por querer. Sério, longe de prepotência, mas é ponto pacífico e há de se reconhecer, a menina tem o dom da análise. Pode até errar, mas erra sabendo que errou. Se não fez mais que duas crônicas, aposto que foi por, de fato, não querer continuar.
Essa facilidade pra ler situações é aplicada em todos os campos da vida, mesmo que ela não perceba sempre. Ao julgar bem o que deve ser feito antes de fazê-lo, Nenúfar se moldou como uma pessoa de eloquência, moderação e responsabilidade. Cuidadosa com os seus, leal.
Mas não deixa a seriedade minar a ternura. No ambiente ideal, é risonha e contagiante. Do tipo que implica sem nunca passar do limite, com piadas certeiras. Também fica se sentindo quando faz alguém rir.
Sonhadora, e de sonhos grandes e audaciosos. Certamente vai chegar lá. Conhece o caminho antes de andar, tá sempre na vantagem comparado a quem fica tropeçando na mesma pedra.
Quando não atua no teatro da vida, tá na primeira fila pra não perder o desenrolar do espetáculo. Audiência qualificada. Nenúfar é doutora que, quando não opera, dá o diagnóstico (e raramente erra sem saber que errou). Ah, e relaxa: do ônibus importante, você não perde a hora não. Continua de olho no ponto.
Rony Rústico


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