Novo Destino
- Isabela Pelluso
- 1 de nov. de 2024
- 1 min de leitura
Com o passar dos anos, ela percebeu que o ponto de chegada era quase irrelevante, uma desculpa para continuar em movimento. O que realmente importava era a sensação de estar em caminho, a liberdade de não precisar saber onde chegaria. Entendeu que o verdadeiro aventureiro é quem ama a jornada em si, quem caminha pelo simples prazer de caminhar, sem pressa de alcançar um fim.
Cada vez que experimentava algo novo, sentia o mesmo frio na barriga, aquele leve tremor que anunciava um universo inexplorado. Não precisava ser algo grandioso; bastava provar um sabor diferente ou aprender um passo de dança. Cada primeira vez era um pequeno ato de coragem, uma forma de vencer o desconhecido e renovar a própria história. Descobriu que ser aventureira é isso: viver a vida como uma coleção infinita de estreias, onde todo dia traz uma nova oportunidade de descobrir.
E assim seguiu, passos leves e coração aberto, certa de que a vida era uma estrada sem fim, cheia de recomeços e pequenas maravilhas. O destino havia perdido a importância; o que dava sentido agora era cada experiência. Para ela, ser aventureira era isso: abraçar o inesperado.
Januária Couto


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