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O Amigo que Resolve

  • Foto do escritor: Isabela Pelluso
    Isabela Pelluso
  • 1 de nov. de 2024
  • 1 min de leitura

Luís, aos 22 anos, era o tipo de amigo que todos procuravam. Se alguém precisava desabafar, lá estava ele; se faltava um braço para carregar caixas na mudança, Luís aparecia; se alguém queria companhia para resolver qualquer coisa, ele ia junto. Sempre rindo, sempre disponível, era conhecido entre os amigos como “o cara que resolve”.


Numa noite, enquanto a turma conversava na praça, falaram sobre sonhos e planos, rindo e planejando o futuro. Então, alguém se virou para ele e perguntou: “E você, Luís? O que você quer?” A pergunta o pegou de surpresa. Ele riu, desviou o olhar, mas, lá dentro, percebeu que realmente não sabia responder. Estava tão acostumado a ser o ombro amigo, a pessoa que estava ali para os outros, que havia esquecido de se perguntar o que ele mesmo queria.


Voltando para casa, Luís pensava nisso. E, ao se deitar, fez uma promessa a si mesmo: continuaria sendo o amigo de sempre, mas também começaria a descobrir o que queria para a própria vida. Afinal, era hora de cuidar dos próprios sonhos e se dar o mesmo espaço que sempre ofereceu aos outros.


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2 comentários


nenúfar
nenúfar
05 de nov. de 2024

amei o texto, me identifiquei

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ET Bilu
ET Bilu
05 de nov. de 2024

Sensacional. A suposta linha tênue entre ser o ombro amigo e pensar em si, não é tão tênue como parece. Pensar em si mesmo demanda abrir mão de determinadas coisas. Luís vai continuar sendo um ombro amigo, mas não aquele ombro amigo.

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