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O paradoxo entre ser e não ser

  • Foto do escritor: Isabela Pelluso
    Isabela Pelluso
  • 9 de jan. de 2025
  • 1 min de leitura

Max vivia um paradoxo: queria ser ouvido, mas temia a exposição. O desejo de reconhecimento o impulsionava, mas o medo da rejeição o travava. Ele dizia que seu maior temor era não ser compreendido, ser ignorado, reduzido à insignificância. Talvez por isso tenha escrito uma única crônica – e desaparecido.


Autocrítico ao extremo, mas sabia que suas fraquezas o tornavam humano, embora relutasse em acreditar que o mundo pudesse enxergá-las como força.


Max viu no jornalismo a forma mais poderosa de existir: ser ouvido, ser visto, deixar sua marca. Max era um mosaico de opostos – frágil e corajoso, perdido e visionário. Um enigma esperando ser decifrado ou, talvez, tentando decifrar a si mesmo.


Max, não desapareça. Suas palavras ainda têm muito a dizer.

Clarice Lispector

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1 comentário


maxxrodriguez2016
19 de jan. de 2025

Muito obrigado por esta crônica, querida Clarice

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