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O peso de ser imaginário

  • Foto do escritor: Isabela Pelluso
    Isabela Pelluso
  • 1 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

Meu arquétipo é o Cuidador...


Quantas vezes eu passei noites em claro só pra tentar resolver um problema de um amigo ou tentar acalmar uma briga?


Quantas vezes eu fiquei procurando soluções para resolver um problema que não fui eu quem fez?


Foram tantas que eu não consigo trazer para vocês em dados. Mas o que eu posso afirmar que eu já tentei me livrar desse arquétipo, ele me persegue. Não quero ser o "pai de todos" mas também não consigo ser uma pessoa insensível, se um amigo meu precisar de ajuda, eu estarei pronto para estender a mão e mostrar solidariedade.


Eu sei que as vezes isso me sobrecarrega, me faz pensar que eu não tenho tempo e as vezes me faz pensar que a minha dor é menor do que as dos outros por conta de tantas histórias e tantos problemas que eu já escuto. Porém, eu continuo entendendendo as minhas dores, se o quão válidas elas são e sei o peso delas...


Houve um tempo em que eu deixei de me priorizar, perdi totalmente o sentido e achei que ajudar as pessoas fosse resolver tudo isso, mas eu sabia que não ia, eu só neguei o principal fato de um "cuidador":


"Quando há alguém que cuida, ninguém irá cuidar dele"


"Quem é que cura o médico ferido?"


Eu não soube cuidar dos meus próprios problemas, mesmo tendo base de tudo, mesmo sabendo o desfecho de tudo e mesmo imaginando vários cenários possíveis pra se resolver.


As vezes eu só imaginava ter um amigo como eu, para que assim eu pudesse ter a experiência de ser cuidado também. Mas as vezes eu acho que não tem como cuidar de algo Imaginário...

Mudei bastante desde a última vez, hoje em dia eu sei que não há como oferecer algo que está em falta, se eu não estou bem, devo priorizar a resolução dos meus problemas para que eu possa ajudar o próximo. Mesmo que as vezes as pessoas ao meu redor não entendam e tentem se tornar o centro de tudo.


Hoje continuo cuidando, mas com cautela, talvez sejam as sequelas de um passado não tão distante que me afetou, mas mesmo assim, continuo sendo um cuidador. Será que algum dia terei a sensação de como é ser cuidado?


Imaginário

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1 comentário


theking.k107
19 de jan. de 2025

Me identifiquei muito com o seu texto,realmente quando pensamos e cuidamos muito daquela pessoa que nós amamos,esquecemos que tmb precisamos ser cuidados,mas o medo de perder a amizade ou de acontecer algo com a pessoa é um sentimento culpável.

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