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Queda

  • Foto do escritor: Isabela Pelluso
    Isabela Pelluso
  • 4 de out. de 2024
  • 1 min de leitura

Escola, amigos, crianças, um passeio de bicicleta. Ideias que, à primeira vista, naturalmente transmitem um ar leve, contagiante, feliz. O ano era 2011, Flavin do Pneu saía de casa com sua bicicleta verde e apenas um intuito: se divertir. O ambiente era propício, uma praça rodeada de amigos e colegas de escola, faríamos um percurso previamente traçado e nos reuniríamos novamente na mesma praça. O trajeto se inicia, as pessoas pedalam, pedalam, pedalam e Flavin do Pneu não se faz diferente. E então: a queda.


Uma queda, mas não qualquer queda, a queda de uma criança ainda inocente, insegura, rodeada de pessoas as quais faziam o sentimento dessa queda ser ainda pior. Os danos não só físicos, mas principalmente psicológicos, que o tombo causaria deixariam marcas e ressentimentos que não se fariam ausentes após uma semana, um mês, um ano, ou talvez dois. Uma queda a qual seus reflexos se mostram presentes até os dias de hoje, uma queda que impediria Flavin do Pneu de se arriscar a andar de bicicleta novamente.


Um recalque, sentimentos contidos, talvez um trauma (não sei se assim posso definir). Vontade de andar de bike? Tenho. Se você me perguntar: vamos? Não, não vamos. Não foi a primeira vez e muito menos a última em que uma criança em seu processo de aprendizagem caía de uma bicicleta, já ouvi isso repetidas vezes, porém, para Flavin do Pneu, aquele Flavin do Pneu ainda criança e imaturo, foi o suficiente para que o medo se sobrepusesse a qualquer ânsia por andar de bicicleta com amigos e família, e jamais se permitisse a realizar essa atividade novamente.


Flavin do Pneu

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