Sem título
- Manuella
- 10 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Volto ao sonho que relatei anteriormente na crônica dos medos, porém agora com mais detalhes. Eu estava na praia, sozinha aproveitando o dia. Eu amo estar na praia, amo o mar, o sol, a energia que a praia tem. Tudo isso me faz tão bem, estar na praia me traz paz. No entanto, teve um momento no sonho que eu entrava no mar com meu celular na mão, estava tudo bem, quando de repente veio uma onda que me devorou, eu senti que era o meu fim, que tudo acabava ali naquele dia de praia. Eu realmente tive a sensação de que eu estava morrendo, de que não tinha mais chance de me salvar. Eu sentia o mar me puxando pra baixo com toda a sua força.
Acordei desesperada puxando o ar, passei a noite desesperada sem conseguir dormir por causa do susto que tinha levado com aquele sonho, demorou um bom tempo pra que eu conseguisse dormir. E antes disso acontecer, fiquei um tempão teorizando e tentando analisar o sonho, sim eu quis dar uma de Freud e interpretar sonhos.
E lá vou eu nessa saga, cheguei a pensar várias coisas. Esse sonho me tocou muito, acabei por fim acreditando que era um sinal pra mim, afinal eu acredito muito na minha intuição e me conheço muito bem por mais que as vezes tente enganar a mim mesma. Também acredito muito em espiritualidade e acho que de alguma forma o sonho queria me alertar, me orientar a ficar atenta e não vacilar. Porque a partir do momento que você se distrai acaba ficando mais vulnerável pra que uma onda possa vir e te derrubar.
Acho que talvez o que esteja faltando na minha vida é ter atenção e foco. Parar de me distrair facilmente. Como disse a Gal Costa em Divino Maravilhoso, é preciso estar atento e forte. Eu quero e preciso está atenta e forte, me mantendo firme diante das adversidades. Tem certas rasteiras da vida que poderiam ser evitadas se eu tivesse mais cautela.
Domenica

Achei a crônica bastante intimista! Acho que precisava falar um pouco sobre como isso te afetou.