Um minuto da sua atenção, por favor!
- Isabela Pelluso
- 4 de out. de 2024
- 1 min de leitura
Eu de antemão já começo esta crônica expondo o quão é estranho e não usual para mim é estar escrevendo isso, e eu explico: é exatamente falar sobre mim e entrar nesses pormenores da minha psique que me aflige tanto.
Demonstrar todos meus defeitos, meus dilemas, minha preocupações se correlaciona totalmente com a pior coisa que poderia acontecer com alguém como eu, não ser compreendido, não ser ouvido, ser rebaixado a uma pessoa que a importância é quase nula, ser completamente rejeitado.
E falar sobre isso trás a tona toda a minha fraqueza diante do público, alguém que demonstra esse medo de não ser compreendido se torna alvo de qualquer tipo de objeção, qualquer tipo de contradição e até mesmo da própria rejeição por si só, ensa fraqueza transmitida a quem eu me dirijo descredibiliza totalmente a minha imagem, ou pelo menos é isso que eu, de forma totalmente idiota confesso, penso.
Porém pensando racionalmente, provavelmente esse modo de não ser visto esteja intrinsicamente ligado a minha total vontade de aparecer, que em certos momentos da una volta completa e se transforma mais num defeito que numa qualidade, mas convenhamos, qual jornalista não se criou de um jovenzinho que sentia a ânsia de ser ouvido por todos.
Max


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