Depressão
- Manuella
- 28 de ago. de 2025
- 1 min de leitura
Eu vivia indigente, me dizia triste, e por isso, aceitava morrer.
Lia jornais e me atirava aos prantos “como é triste, morrer assim, sem nada ter conquistado.”
Podia ter nascido feliz, ou até completa, mas nasci com peças faltando e ignorante aos sonetos de amor.
Podia ter crescido artista e pintado quadros como minha avó, podia ter sido pianista ou até poeta. Mas sempre me achei velha de mais, insignificante de mais para um dia ser grandiosa.
Assim vivi, sem nada ter e tudo a desejar, e ninguém a culpar além de mim mesma.
Me encontrava rodeada de gente, me ouvia rir e cantar, mas me sentia só e abandonada.
Me permiti ser ociosa como luta ao capitalismo, mas me encontrei desperdiçada. Me via sempre de cima, como uma águia à espreita, e pensava se minha vida fosse um filme, que filme chato esse seria.
Despertei um dia e me vi tão fraca, quase não me reconheci.
Esqueci-me das mágoas e desprendi-me dos vícios.
Aprendi a viver novamente, aprendi a amar e a rir.
Vi na face da minha mãe o sol e aprendi a perdoa-la.
Vi no canto dos pássaros a esperança e aprendi a acreditar.
Ousei sonhar, ousei viver.
E assim cresci.
Cleber

Gostei da forma que você fez seu texto, e fico feliz de estar conseguindo vencer essa luta para viver melhor!