Doce Amargor
- Eva Rubisco
- 20 de mar.
- 1 min de leitura
Dentre as coisas que me fazem feliz, uma das que mais me preenchem é o rito de sentar à mesa com aqueles que amo. Aqui, junto à minha família e amigos íntimos, penso que não trocaria este momento por nada no mundo. Olhar para os lados e ver tantos sorrisos, ouvir histórias que suscitam gargalhadas (e outras, lágrimas). Falar sobre o emprego novo do Nicolas, a nova namorada da Mari e comer nossa torta de limão favorita.
Hoje, a sobremesa foi apenas torta de limão. Se você estivesse aqui, teríamos uma torta de limão e uma de maçã “para quebrar a acidez”, você diria, com sua voz adocicada. Mas você não está mais aqui, e levou consigo a receita especial da torta de maçã, os abraços calorosos e as palavras gentis. Não levou, entretanto, apenas o que é doce, mas também a competição velada, a subjugação e as críticas nem tão sutis.
Doeu quando lembrei, mas tudo bem. Amanhã, provavelmente, você voltará para algum canto longínquo da minha memória por mais um ou dois anos.
— Eva Rubisco

Texto apesar de sucinto conseguiu exprimir bem como a saudade se expressa no cotidiano. Amei!!
A saudade pode arder tal qual o fogo... texto muito bem escrito
Muito bem escrito, conseguiu expressar o sentimento de saudade muito bem
Gostei de como você retratou a memória de uma forma tão precisa mesmo sendo uma crônica curta. O embate marcado entre as lembranças boas e de certas maneira um lado negativo que você vivenciou com a pessoa trouxe um lado muito mais profundo e interessante para o texto, adorei!
Conseguiu expressar o sentimento de saudade! Muito bom!