Prometo que nunca irei me casar!
- Manuella
- 28 de ago. de 2025
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Eu estava em casa, meu saudoso avô havia encontrado um anel e resolveu presentear a sua neta favorita: eu. Tudo isso aconteceu na minha infância. Não me lembro detalhadamente do anel, lembro apenas de ser pequeno e dourado. Eu, super entusiasmada, resolvi pôr o anel no meu dedo, achei lindo. Porém, quando fui tirá-lo, ele não saía de jeito nenhum, estava apertado demais, a ponto de me machucar. Desesperada, contei aos meus pais o que havia acontecido.
Meu pai queria serrar o anel para tentar tirá-lo do meu dedo, e isso me assustou muito, pois ele estava muito rente ao dedo. Tentei remover de todas as formas e não consegui. Tive de recorrer à força maior: minha avó e minha tia. Na casa delas, tentamos, tentamos e tentamos, até que, finalmente, após passar muito sabão, óleo e tudo o que você pode imaginar, conseguimos remover.
Neste dia, eu jurei que nunca mais ia pôr um anel no meu dedo. Na casa da minha avó, eu joguei fora o anel e disse a todos: “Nunca mais vou pôr um anel!”, e me disseram: “Domenica, no dia em que você for casar, irá precisar colocar um anel.” E eu respondi: “Pois então nunca irei me casar.”
E um dia, anos depois, em uma ocasião especial — minha formatura do ensino médio —, tive de encarar o trauma. Me lembro que, no dia de experimentar o anel na joalheria, fiquei super nervosa; minha mão suava e tremia. Por fim, tive de escolher um que ficasse um pouco folgado no dedo, para que não me causasse tanta angústia. Consegui usar o anel naquele dia, mas até hoje, mais de dez anos depois do ocorrido, tento evitar utilizar anéis por medo.
Domenica

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