Realidade Invisível
- Marília de Dirceu
- 20 de mar.
- 1 min de leitura
Acordo numa manhã de segunda-feira do mesmo jeito de sempre, com o ensurdecedor som do alarme, sendo o único capaz de me despertar, programado para às sete horas da manhã. Apesar disso, ao me levantar sinto que possa ser um dia diferente, algo especial pode acontecer, posso ouvir os pássaros cantando, às crianças rindo e a felicidade chegando a mim.
Me perfumo com a minha fragrância mais cara. Pode ser que eu passe pelo amor da minha vida no caminho para o trabalho. E o trabalho? Visto a minha melhor roupa, porque pode ser que o meu chefe me dê uma promoção e,por isso preciso estar apresentável. Preparo o melhor café da manhã que tive em meses, um daqueles digno de novela, e consumo enquanto assisto um ótimo programa matinal.
Ao sair pela rua, quase que saltitante, vejo uma senhora com seu cachorro e aceno pra ela, a mesma não me responde. Pode ser que não tenha visto. Ao pegar o ônibus um homem esbarra em mim abruptamente para conseguir seu lugar no transporte. Totalmente desrespeitoso! Quando chego ao trabalho, meu supervisor me avisa que, por conta de uma demissão em massa, minha demanda aumentou em três vezes.
— Marília de Dirceu

O recalque do texto parece se apresentar na rotina do personagem, em uma vontade de se ver fora da repetição. Bom texto.
Achei confusa a estrutura do texto, não entendi onde possa estar o recalque. Também me incomodou o excesso de crases mal colocadas
Texto interessante, no entanto senti falta da clareza do recalque. Ou talvez eu só não tenha entendido mesmo haha. Seria o recalque a variedade da vida? As chances de todos os dias acontecer coisas fora do nosso controle?
Achei o texto interessante. O recalque estaria sendo explorado na monotonia da vida?
O texto não trata muito bem o tema de recalque e não parece estar estruturado de forma muito concisa, mas é bem fluido e legal de ler.