Sem título
- Manuella
- 16 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
A cada manhã, quando meu rosto toca o travesseiro e o silêncio ainda é dono do mundo, aparece aquele desejo que não me abandona: ser livre. Não uma liberdade qualquer, mas aquela que me leva para além das grades invisíveis do cotidiano, da rotina que eu não suporto, para viajar pelo mundo com o coração aberto e os olhos prontos para tudo.
Eu sinto uma fome quase física de lugares que eu nem conheço ainda, aquela vontade de deixar tudo para trás, pegar uma mochila e simplesmente partir. Quero perder a conta dos dias em que não sei onde vou dormir, abrir mapas sem destino e descobrir a beleza do desconhecido. Sonho com as ruas estreitas de cidades antigas, com os mercados cheios de sabores estranhos, com conversas que surgem casualmente, do Skyline da Cidade dos Anjos.
Essa liberdade que quero não é só andar sem rumo. É sentir o vento no rosto quando estou numa estrada que não termina, é o ruído distante de uma língua que não sei falar, mas que me entende na simplicidade do sorriso. É encontrar pedaços de mim em cada lugar, reconhecendo que a verdadeira viagem não está lá fora, mas dentro da gente.
Às vezes, imagino que a liberdade é essa conexão invisível entre o meu peito inquieto e o vasto planeta. Só se sente, se vive intensamente. E me apego a isso, mesmo quando o mundo parece fechar portas, mesmo quando os afazeres me engrilham.
Porque sei que o desejo é, na verdade, a bússola do que sou, um espírito que não se contenta em estar preso, que quer voar para longe, voltar e voar de novo. E nesse sonho de liberdade, encontro a força silenciosa que me mantém de pé, projetando futuros onde o céu não tem limites e o mundo é minha casa, sempre esperando para ser descoberto.
Luciferus

Adorei a construção desse seu sentimento e torço que voce conquiste essa liberdade e conheça o mundo :)
mt bom, seu ponto de vista sobre desejo, tendo total ligaçâo com liberdade