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A Governadora, a Exploradora e a Criadora

  • Manuella
  • 20 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Eu sempre tive e ainda tenho muita dificuldade em me auto analisar, eu consigo observar em mim mesma qualidades e defeitos mas sempre senti receio de me aprofundar. Logo, falar sobre meu arquétipo se torna uma tarefa trabalhosa, acredito firmemente que posso me reconhecer  em diversos dos 12 arquétipos mais conhecidos, pois conforme a vida se desenrola, diferentes facetas vem à tona. Mas não me limitarei a dizer que sou apenas multifacetada, eu sei quais arquétipos me regem, seja para o bem ou para o mal. 


Sou a governadora, a exploradora e a criadora.


Autoridade, controle e liderança. 


Liberdade, independência e autenticidade.


Criatividade, sensibilidade e imaginação.


A governadora em mim anseia por controle, gosta de inspirar confiança e garantir que tudo a sua volta esteja em ordem, sente sempre a necessidade de tomar a frente e dar direção, ser a líder, as vezes sonha com o alívio de apenas seguir, mas sua essência a mantém sempre na liderança,  ela é quem da forma ao sonho da criadora e quem canaliza o espírito livre da exploradora, é quem transforma vontade em realidade, é a manifestação das responsabilidades que venho carregando  desde criança. É ela que desperta em mim o medo de me sufocar sob o excesso de controle e de ser dominada pela agressividade que a autoridade pode trazer.

A minha parte exploradora é um contraste da governadora, ela anseia  pela descoberta e por expandir sempre meus horizontes, minha liberdade é essencial para mim pois desde jovem meus pais sempre me incentivaram a ser uma pessoa independente, curiosa e corajosa. Meu lado exploradora se aflora quando faço algo mesmo com medo, quando digo que liberdade é como oxigênio e viver de forma autêntica é fundamental.

A criadora carrega meu lado sensível, um lado que tento esconder mas existe e é profundo, é por ela que eu me expresso pro mundo, é por ela que sonho acordada e tento ser autêntica e criativa, quero deixar minha marca no mundo e quero sempre encontrar sentido e beleza nas coisas mais ínfimas, quero por ela transformar o meu caos em arte. 


Talvez então autoconhecer-se nunca seja chegar a uma única resposta definitiva, mas aceitar o movimento entre o que sou e o que ainda serei. 


Hoje sei que essas três facetas me definem de maneiras diferentes, mas complementares. Cada uma delas é essencial, e juntas me lembram que sou complexa, intensa e capaz de conduzir minha vida com coragem, liberdade e autenticidade.


Amanhã, talvez uma delas fale mais alto.


Mas agora, neste instante, eu escuto todas.


E é nesse diálogo silencioso que começo, enfim, a me compreender.



Aurora Vienna 

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1 comentário


Cece
Cece
04 de nov. de 2025

A autoanálise do texto tá ótima

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