Barreira invisível
- Manuella
- 19 de set. de 2025
- 1 min de leitura
Consigo sentir perfeitamente todas as minhas cordas vocais entrelaçando entre si e virando um grande nó, que rasga e que machuca a minha garganta. Esse laço forte que surge dentro de mim age como uma barreira. A barreira invisível, meu grande medo.
Tenho receio de como eu deixo isso atrapalhar a minha vida. Algo que eu mesma invento e me paralisa de viver situações que sempre quis, por achar que não sou digna de vivenciar algo legal, e que me impede, às vezes, até de falar, por me auto convencer sobre o que eu digo não é de tanta importância.
O quanto isso vai me atrapalhar no decorrer da minha trajetória? Com toda certeza, muito. Eu corto as asas da minha borboleta liberdade apenas com os meus pensamentos, acabo excluindo a possibilidade de ser errante, de conhecer, e de, principalmente, descobrir o que tem atrás dessa barreira.
“Depois do medo, vem o mundo”, uma frase de impacto capaz de modificar atitudes - na teoria. Até se permitir na prática conhecer o mundo, é preciso transbordar coragem e espontaneidade para viver. Espero que não seja tarde demais quando eu decidir que posso sim pular ou demolir esse muro fantasma, mas, caso seja, sentirei um arrependimento profundo de ter desperdiçado essa oportunidade de vida na Terra e de não ter aproveitado bastante.
“Minha garganta tá machucada, sempre teve, mas, principalmente, a consciência, do medo, da falta de amor por mim, pela minha voz.” Obrigada, Documentário Elena - de Petra Costa -, por me descrever tanto.
Magnólia Morsch

Adorei a metáfora com a borboleta! Texto ótimo!