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Clima

  • Foto do escritor: gabriel gonçalves
    gabriel gonçalves
  • 17 de nov. de 2023
  • 3 min de leitura

Nesta semana parte do Brasil passa por uma intensa onda de calor, várias cidades estão registrando recordes de temperatura e sensação térmica. No rio, no último domingo (12/11) atingimos o recorde do ano de temperatura de 40,2 graus de acordo com as medições do instituto nacional de meteorologia (Inmet), e ontem (14/11) registramos uma sensação térmica de 58 graus, na cidade do Rio de Janeiro, de acordo com o sistema Alerta Rio,da Prefeitura do Rio. Nas ruas a população sofre para conseguir realizar suas tarefas do dia a dia embaixo de um sol que leva as temperaturas para a casa dos 40 graus em muitas cidades, fugir do calor é muito difícil, poucos tem o privilégio em trabalhar em um local com ar-condicionado ou aproveitar o dia para aproveitar uma praia ou piscina. Muitos trabalhadores que trabalham diretamente na rua, e não tem nenhuma opção de refresco durante todo o horário de seu expediente, sofrendo com os prejuízos causados pela isolação, com raios UV que chegam atingir índices altos de radiação, além de problemas saudades pela baixa umidade do ar.


Para quem usa o transporte coletivo os problemas são recorrentes, aqui no Rio por exemplo, existe uma luta recorrente para a implantação de ar-condicionado em 100% da frota de ônibus que rodam na cidade, ainda é super comum encontrar veículos que sequer possuem o aparelho de ar-condicionado e alguns do que tem o aparelho instalado, devido a falta de manutenção necessária, encontra-se inoperante o que aumenta ainda mais o calor dentro do coletivo, causado sofrimentos e danos a saúde de passageiros e principalmente de motoristas que precisam trabalhar durante muitas horas dentro deste coletivo. Um caso que aconteceu na tarde de ontem em um ônibus que trafegava pela Avenida Brasil foi de uma mãe que precisou quebrar o vidro do coletivo porque seu filho estava passando mal devido ao calor no local.


Outro exemplo de absurdo que a população passa devido ao calor em serviços básicos que são direitos da população, são em serviços da área da saúde. O hospital federal da Lagoa, localizado na Zona Sul do Rio, se encontra há sete meses com o aparelho de ar-condicionado quebrado. Com isso pacientes que já sofrem de doenças e buscam auxílio da instituição para recuperação e depende deste direito ainda tem que sofrer para amenizar o calor, o que é muito difícil dada a situação em que vive a cidade. Pacientes precisam trazer ventiladores de casa e até mesmo pendurar lenços na janela como uma tentativa de amenizar o calor. Além disso, é importante lembrar que o ambiente hospitalar depende do ar-condicionado, além do ar ajudar na troca de ar do ambiente para evitar a propagação de doenças respiratórias, além de médicos e enfermeiros realizando o atendimento suados o que também ajuda na propagação de doenças além de toda situação desumana em um hospital.


Estas ondas de calor recente não são os únicos eventos climáticos extremos que assolaram o país nos últimos anos. A região Sul do Brasil enfrentou diversas chuvas extremas, causa de diversas inundações, deslizamentos e outras adversidades, diversos moradores perderam suas casas e até mesmo a vida nestes eventos, situações estas que ficarão marcadas para sempre na vida destes moradores que levarão um tempo para se recuperar dos danos. Os rios da região cresceram bastante, pontes foram levadas e as Cataratas do Iguaçu, no Paraná, registrou uma vazão de 24 milhões de metros cúbicos de água por segundo, enquanto a média normal é de um milhão e meio apenas, mudando o cenário de uma das sétimas maravilhas da natureza. No início do ano, o litoral norte do estado de São Paulo registrou acumulados recordes de parâmetro nacional a respeito dos milímetros de chuva que também causaram diversos danos nas região que também levou a vida de muitas pessoas em pleno feriado de Carnaval.


Todos esses eventos extremos e adversos nos levam a refletir sobre as mudanças climáticas. Negada por muitos, desde o início da industrialização a natureza é fortemente explorada para interesses de empresários que dependem desta exploração para garantir o enriquecimento de sua fonte de produção. Por causa disso, os alertas de especialistas a respeito das mudanças climáticas são fortemente negadas por muitos líderes dos setores empresariais, é dito que estas informações são bobagens e que tudo não passa de interesses para afetar o capitalismo. Informações estas que quando passadas por pessoas de alto reconhecimento da sociedade fazem que muitas pessoas acreditem nestas informações evitando uma mobilização social contrária aos atos que ajudem no aumento das mudanças climáticas. Porém, os efeitos dessas mudanças estão sendo visíveis e sentido e fica cada vez mais difícil ser negado pelos responsáveis por isso, a questão é, onde isso vai parar? Torcemos que seja antes que essas mudanças cheguem a níveis irreversíveis, o problema é que os sinais de mudança ainda caminham a passos muito lentos e como a mobilização para mudança ainda é parcial, infelizmente, não temos muita expectativa de melhora a curto prazo.



- Jô Tenório


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