Complexo Napoleão
- gabriel gonçalves
- 27 de out. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 17 de nov. de 2023
Quando pego ônibus, sempre o mesmo vem com o ar condicionado na temperatura mais baixa possível, entro, mas, no lugar de sentar do lugar onde me sinto confortável, sento na ultima poltrona, onde o ar é o mais perto de zero, me perguntariam “porque você não sentou onde queria”? Porque de forma automática segui o que minha cabeça fala, segui o que meu senso de merecimento fala, mas nunca minhas próprias vontades, nunca meus próprios desejos, num enorme sentimento de negar tudo àquilo que acho que não me pertence, desde um lugar no ônibus ao amor de outras pessoas, num grande plano arquitetado por mi contra eu mesmo de sempre estragar o melhor relacionamento possível ao primeiro sinal de algo bom estar surgindo dele, tudo pautado no de sempre receber aquilo que vir de ruim, de nunca sentir o que o mundo tem a me mostrar, mesmo quando sei o nome, idade, endereço e telefone dele, de fazer coisas com as qual gostava e só sentir indiferença, de sentir estranheza na felicidade, mas um estranho
conforto na tristeza, de tanto me sabotar, acabei perdendo tantas e tantas ótimas oportunidades, mas nunca foi por mim, e sim pela guerra que travo incessantemente com minha própria mente, até a mais desesperada das atitudes que alguém pode tomar para resolver seus problemas, não saíram do campo do desejo, já que descansar eternamente soava bom demais para mim.
Escrevo isso para a Nair do futuro, que já saiba como é o amor, como é sentir vontade de jogar aquele jogo de tabuleiro empoeirado no armário, que sente o que são as coisas boa vida sem sentir a culpa de merecer algo que é realmente seu, que curada desse quase complexo de Napoleão possa se se sentir bem com o mundo novamente, com as pessoas, e com si mesmo, antes dela mesmo sumir também.
- Nair S.


A autossabotagem é algo que nos atrapalha e a gente nn entende o pq de imediato, o exemplo do ônibus foi perfeito nairr
Concordo com a Coraline Blues, mas além disso, queria lhe dizer que gostei muito da forma como você utilizou o algo banal( não sentar onde você quer no ônibus) e depois o algo mais sensível( relacionamentos).
O texto ficou muito bom, mas algumas vírgulas ficaram no lugar de pontos e isso dificultou o meu entendimento do texto. Você usa muitos termos quase que poéticos para descrever as situações, gosto disso!