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Contorcionista

  • Manuella
  • 12 de set. de 2025
  • 1 min de leitura

Lembro do circo da minha cidade pequeno demais para caber tanta gente, mas imenso quando a cortina se abria.

Sempre admirei os contorcionistas  esses artistas que transformam o que pra mim é impossível em gesto natural. Eles se dobram, se enrolam, se escondem em caixas que parecem menores que o próprio corpo, e ainda assim sorriem como se fosse leve.

Eu no entanto, sempre fui o contrário de uma contorcionista, dura como ferro, reta e rígida como um carvalho . Nunca cedi, nunca me curvei, nunca ofereci espaço ao inesperado. Só que o ferro, quando não se dobra, se parte. E até as mudanças mais banais me atingem como se fossem terremotos.

Talvez por isso eu admire tanto esses artistas da flexibilidade. Porque no fundo sei que a maior mágica deles não está em caber dentro de uma caixa está em mostrar que quem se dobra não se quebra.


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2 comentários


Carmen Santiago
Carmen Santiago
19 de set. de 2025

Boas analogias, mas faltou atenção com as vírgulas em alguns períodos.

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spotlessmind
spotlessmind
16 de set. de 2025

ansiei por mais palavras, mas as vezes menos é mais. ótima crônica, amei as analogias.

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