Diretamente do fundo do mar
- gabriel gonçalves
- 12 de out. de 2023
- 1 min de leitura
Atualizado: 17 de nov. de 2023
Em mais um dia normal de praia no Rio de Janeiro, um grupo de banhistas atrapalham a paz caótica de Ipanema. A cara de assustada já vem acompanhada da fofoca, algum ser tocou sua perna enquanto estava no mar. Criou-se, portanto, uma preocupação nos curiosos.
O que um simples peixe pode causar na grande praia de Ipanema. Confusão, mistério, desconfiança, sim, um simples peixe.
O meio e o modo justificam o medo. Eu mesmo, vi tudo de dentro da água a uns 10 passos da cena do crime. Mais um dia normal era aquele, rodeado por peixes e mais peixes no seu habitat natural. Sempre foi assim, eu invadia covardemente o mar dos peixes e eles me abraçavam como se eu fosse da casa. Provavelmente a pessoa que escandalizou só teve seu habitat invadido durante as refeições e, claro, o recebimento não era recíproco.
Criado diante dos peixes, vivia em um barco pra cima e pra baixo. Fazendo amizades por onde passava sem trocar ao menos uma palavra. Pra mim aquele medo criado na areia de Ipanema era ridículo e sem sentido, já estava acostumado com a presença inusitada. Afinal, a maneira que fui criado não me permitiu ter esse medo, mas certamente no meio das outras pessoas eu possuo alguns.
Sim, para se tornar corajoso é preciso primeiramente ter medo ou desconfiança. Basta a repetição para tornar algo assustador em confortável.
- Antonio Alberto


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