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Face Inventada

  • Emma
  • há 22 horas
  • 2 min de leitura

Esqueço constantemente o gosto da liberdade, vivo em constante apreensão. Mas o que seria liberdade? Ter independência financeira, viver uma vida feliz, encontrar o seu amor ou outras coisas que eu ainda não vivi ou descobri? Para mim talvez fosse viver sem tantas amarras, amarras essas majoritariamente psíquicas, criadas por mim.


Em todo lugar que eu vou sinto que há um observador. Sem nome, sem feições, sem personalidade, nada. Talvez seja eu mesma me exteriorizando como uma forma de punição por eu não seguir um padrão estabelecido por mim mesma. Padrão esse que corrói meu âmago, seguido por uma boa dose de comparação por achar que nunca serei boa o suficiente, tanto para o público quanto para minha auto satisfação.


Talvez esses floreios e voltas que eu esteja dando seja para não contar a verdade a vocês, meu público. Eu me escondo sob uma face tecida por mentiras, repreensão de sentimentos e informações criadas por mim.  Isso se deve a minha certa tendência a inércia, não gosto de me conhecer, analisar as minhas questões no âmago do meu ser. Por isso fico inerte, sem me conhecer de fato e saber os porquês. Lido com os meus próprios fantasmas dia a dia. É exaustivo, eu estou cansada. Esse texto pode soar confuso e vago, que nem eu. Mas não procurarei esclarecê-lo, odeiam que descubram muito sobre mim. Se nem eu me conheço por que desconhecidos deveriam? A verdade é que eu praticamente já desisti de mim mesma, não gosto de mim e muito menos das decisões que tomo. Talvez essa seja minha pulsão de morte, aceitar tão passivamente ser dessa forma e por isso viver em um eterno limbo marcado por tristeza.

 

— Emma

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