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Galinha que anda com pato, morre afogada

  • Tótem
  • há 22 horas
  • 1 min de leitura

Sentada no banco de trás do transporte escolar, no lugar de sempre, eu observava a jovem menina e o garoto, igualmente imaturo, em mais uma de suas implicâncias cotidianas nos bancos da frente. A mocinha de temperamento explosivo, com seus longos cabelos ondulados e seu sorriso ausente de alguns dentes era minha fiel confidente, assim como o rapaz zombeteiro de cabelos loiros e bochechas rosadas era um grande amigo do jovem menino que se sentava ao meu lado no banco.

Ohando de canto para o visivelmente entretido garoto que dividia lugar comigo, meu coração acelerou ao notar o sorrisinho divertido direcionado a mim, seguido de um silencioso gesto com a cabeça, para apontar a comoção de nossos distintos colegas — que sequer me importava, considerando estar diante da figura que sempre prendia minha atenção durante os intervalos, com seu jeitinho sútil e postura dócil e amigável, embora reservada.

A presença dele me desnorteava, sua energia laçava meu foco como a luz brilhante que atrai cupins alados em época de reprodução e, quando os olhos dele se encontraram com os meus mais uma vez, eu pisquei, sentindo meus ombros tencionarem, me retraindo feito um gato assustado. Foi quando eu, assim como minha companheira, deflagrei palavras afrontosas e estimulei nosso impasse, promovendo mais um conflito sem fundamentação enquanto a panapaná em meu estômago foliava como almas jovens.

 

— Tótem

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1 comentário


Ýsis Devereaux
Ýsis Devereaux
há 20 horas

Achei um errinho de digitação na crônica, estou avisando apenas para vc revisar melhor na sua próxima. Também cometi erros em umas minhas, mas passei a revisar para impedí-los, tornando a crônica mais limpa. Fora isso, texto muito legal, achei até engraçado como vc acabou agindo de forma similar a sua amiga do banco da frente. Muito boa a associação

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