Misterioso Vermelho Escarlate
- gabriel gonçalves
- 28 de mar. de 2024
- 2 min de leitura
Em meio a uma crônica solitária em meu colo, desconhecida, sem nome e sem documento, vislumbrava vultos entre as sombras que meu vestido fazia uma imagem tão consolidada quanto eu mesma, pesquisas que não deram em nada e palavras-chave pesquisadas que foram em vão criaram a mais intragável das personas, aquela que não deixa se revelar por completo, por mais controverso que ela possa ser. Em suas palavras pude sentir os mesmos acordes de 20 anos blue que toca no vinil, uma persona que seu texto incompleto deixa a mostra que ainda lhe falta algo, as reticências ao fim do texto lhe deixam mostrar que há algo fatalmente faltando nas faltas que há em si, um sentimento de desespero toma suas palavras, um sufoco que fecha a glote e me faz sentir cada uma de suas dores, cada um dos seus ferimentos invisíveis, cada um dos seus vermelhos escarlates, suas palavras se deixam levar como válvula de escape de sua turbulenta e autentica realidade, ao fundo branco das suas palavras vejo a perfeita da humanidade, alguém que se deixa levar pelas emoções mesmo que elas destruam o o seu bem estar, que tem nas mãos as respostas que a boca não pode dar, que sente cada um dos patamares dessa escada que é a vida, que aprendeu a amar a dor, por que ela sempre ira continuar a viver consigo, que precise de tantas vírgulas por que não consegue parar para respirar já que sua mente não a deixa descansar por um só segundo.
Espero que a mentira poética que povoa seu pensamento cheio de arranhões um dia chegue ao fim, que seu sufoco misterioso e sua persona indefinidamente intrigante se cure de suas escoriações e seus machucados afinal, o que você sente?
- Nair S.


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