O "E se?" que mata
- Manuella
- 19 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Medo. Aquilo que de alguma forma de puxa, te prende mesmo sem poder te tocar. Aquele pensamento de que não vai dar certo e nem tentar, achar que não é boa o suficiente e pensar estar em um lugar que outra pessoa poderia ocupar melhor, o medo da rejeição tão enraizado que se camufla no medo de se relacionar.
Abrindo um pouco mais esse último medo, em forma de experiência pessoal é algo que honestamente impacta minha vida negativamente, de tal forma que investigo sua origem e seu real motivo há anos e não afirmo ter chegado em uma resposta clara, é um medo tão latente que mesmo que minhas expectativas existam, assim como a oportunidade, me prendo em impossibilidades que eu mesma crio.
E essas ganham um espaço material capaz de me induzir a pensar que não devo, que não seja certo, que não vá dar certo, e assim, antecipam o fim de algo que poderia ser o início de uma boa relação.
Começar a conversar, ficar, ganhar proximidade e intimidade são coisas que fluem naturalmente e até ai eu consigo lidar mas na hora de denominar essa relação que a minha grande questão surge porque é quando sinto que a responsabilidade é muito grande ou ainda não estou preparada e está “muito serio”.
Ai se inicia minha problematização, a pior dúvida sempre é a com relação ao meu desejo, de alguma forma pus na minha cabeça que se há dúvida certamente é um não porque se fosse um sim não haveria espaço para duvidar, mas será?
Será que as vezes não estamos tão cegamente certos de que não devemos ter “algo” com alguém por experiências passadas ruins, que esquecemos ou ignoramos coisas boas presentes em relações atuais?
Quando meu medo de perder alguém foi maior que o de tentar uma relação, que notei que talvez estivesse pondo barreiras desnecessárias e me impedindo de ter experiências saudáveis, o que me entristece pois, de certa forma foi o medo que sempre me afastou e ele também que me impulsionou e me acompanha, já que temo ter percebido essa “vontade”, escondida em baixo de tantas camadas, tarde demais.
Verônicafundo

Achei bastante profundo e desenvolvido! O texto ficou ótimo !
Fiquei instigada ao ler o título, ótima escolha. Apesar do texto pecar um pouco na fluidez, adorei suas reflexões, especialmente no quinto e no sexto parágrafo.