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Paixão que dói

  • Foto do escritor: gabriel gonçalves
    gabriel gonçalves
  • 28 de set. de 2023
  • 1 min de leitura

Atualizado: 18 de nov. de 2023

Caro Jonas,

Naquele ano, você se aproximou de mim tão rápido quanto um raio tocando o chão, aquelas

brincadeiras bobas e seus sorrisos maliciosos pelos corredores da escola eram um prato

cheio pra eu me entregar sem pensar, minha cabeça se perguntava o que estava

acontecendo e meu coração só queria ser seu.

A cada dia, eu só estava mais confuso e apreensivo, “mas ele namora, por que está

brincando comigo”. Fiquei mais e mais obcecado, pensava em você em meus braços 24

horas por dia, entre sonhos e desejos.

Até que o dia chegou, você descobriu meu amor, não te deixei em paz e o inevitável

ocorreu: você surtou. Me disse coisas que eu precisava ouvir e outras que me machucaram,

algumas palavras foram como facas, outras como afagos. Isso só me deixou mais preso a

você, como o planeta Terra orbita o Sol.

Mas a tempestade se dissipou aos poucos, fui entendendo que aquele mundo de sonhos

não se passava de uma realidade dura e fria e finalmente entendi o que tinha acontecido:

que minha obsessão e paixão por você, resumidas a uma atração, eram algo que eu não

tinha vivenciado ainda.

Tendo passado esses anos, compreendi que precisava passar por isso para me formar

como o ser que sou hoje: muito mais resiliente e confiante, sem me jogar de cabeça no mar da incerteza.


- Gabriel Capistrano

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