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Pedaço por pedaço, me desconstruo

  • Kris Dreemur
  • há 24 horas
  • 1 min de leitura

Sinto que tem alguma coisa errada na maneira que eu processo a quantidade ideal de certas coisas na vida. O que é ideal, afinal? O ideal é algo que, em qualquer âmbito da vida, é difícil de se alcançar. Quase sempre nos contentamos com o bom e velho “suficiente”. Mas, no meu caso, o “suficiente” parece ser algo mais próximo do limite. Próximo de onde posso ir até que as consequências comecem.


Comer demais é algo que quase todo mundo já fez em algum ponto na vida. Muitos se sentem culpados por comer até quantidades que não são tão exageradas assim. Porém, em algumas ocasiões, me pego comendo até começar a sentir uma dor física, e mesmo assim não parar. Ou então comer em 1 dia alguma bobagem que eu planejei ter pra 3 ou 4. Ou então jantar, depois tomar uma caneca de café, depois comer um biscoito, depois ainda estar caçando algo. Me assusta, as vezes, o quanto eu passo do limite, mesmo sabendo o dano que isso me causa.


Mas isso não se limita à comida. Exagero em gastos, principalmente com cartão de crédito; exagero em atividade física, me recusando a parar mesmo estando exausto enquanto eu tiver um “objetivo” em específico; exagero em insônia, colocando toda minha rotina de sono do mês em xeque porque escolhi jogar só mais um pouco de videogame. Coisas que eu me imponho, que eu causo, e que sei que podem ser danosas, mas que ainda fazem parte da minha vida. O exagero faz parte de mim.


— Kris Dreemurr

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