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Sem título

  • Manuella
  • 12 de set. de 2025
  • 1 min de leitura

É, no mínimo, engraçado escrever sobre um defeito que juro “de pés juntos” que não tenho. Mesmo, no fundo, sabendo que é verdade.

Desde que a coisa da “responsabilidade afetiva” se popularizou, nunca mais tive total paz de espírito para agir sobre os outros sem pensar nas consequências. Meu lado egoísta ainda queria que pudesse ser bom pra um lado só.

   Acho que a coisa começa quando se é jovem e percebe as infinitas possibilidades do mundo… quando namora e não se encontra, quando se tenta encaixar num padrão que não é seu, quando se tenta - desesperadamente - não ser o que é. No meu caso, foi assim. 

O tal de “sem compromisso” foi meu fiel aliado por muitos anos… mas aí que mora o perigo! Devia ser sem compromisso pra um lado só. O meu! 

   Entre idas e vindas, o comportamento recorrente só foi, verdadeiramente, me afetar, quando o jogo virou e eu tava perdendo.

   Acho que hoje, mais vivida, entendo a problemática da situação e tento reverter, na medida do possível. Mas existem algumas sombras que não vão embora tão depressa…

   Eu disse que a coisa começa lá, naquele momento de incerteza e liberdade absoluta e, na realidade, ainda acho que só finda quando se ama o suficiente pra se doar. Espero estar perto desse momento.


Major Tom


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