Sozinha
- Manuella
- 19 de set. de 2025
- 1 min de leitura
A morte é inerente à vida. É a única certeza que temos, mas, ao mesmo tempo, é o meu maior medo. Talvez seja um medo ordinário porque todos, em algum grau, temem o fim. Porém, em mim, esse sentimento sempre foi mais intenso, quase constante, como se crescesse com o tempo.
Acredito que esse medo da morte esteja profundamente ligado à solidão. Claro, tenho medo de morrer — sou até meio neurótica, às vezes, achando que um sintoma estranho pode ser sinal de uma doença grave. Mas, no fundo, percebo que o verdadeiro pavor não é exatamente deixar de existir, e sim perder as pessoas que amo. O meu maior medo é ficar sozinha.
Esse sentimento me torna, em alguns momentos, super protetora. Se meus pais saem à noite, por exemplo, só consigo relaxar quando os vejo voltar em segurança. Não consigo imaginar minha vida sem eles.
A solidão, para mim, é quase um fantasma constante. Não se limita ao medo da perda física, mas também à ideia de viver isolada, sem companhia, sem laços, sem alguém com quem compartilhar o cotidiano. É um medo que aperta o peito, que me acompanha em silêncios, e que às vezes até me paralisa.
Aurora Vienna

Acho que poderia ter falado um pouco mais da solidão, mas o texto ficou ótimo!