Temer sem conhecer
- gabriel gonçalves
- 12 de out. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 17 de nov. de 2023
Desde pequena, eu sempre tive medo de coisas que eu não conhecia, algo normal. Até porque
a maioria das pessoas tem medo do que não conhecem e tomam cuidado ao começar a
conhecer aquilo que é misterioso até então.
Alguns medos surgem de maneira inata. Como por exemplo: o medo de altura sempre foi algo
que me assustava, e eu não entendia o motivo de sentir aquele frio na barriga, aquela tensão
ao chegar perto de uma sacada. Era algo realmente assustador. No entanto, o medo sobre o
qual eu gostaria de dissertar é outro: o medo do mar!
O mar ou oceano, chame como preferir, é algo que me assusta, principalmente porque não
posso conhecer nem 5% de sua natureza. Obviamente, quando criança, temos algo que nos
marca e assusta, e lá na frente lembraremos dessa situação e diremos: “Fulano foi escroto ao
me colocar nessa situação” ou “ Nunca mais tento fazer isso ou aquilo “ . No meu caso, meu pai
me levou a um passeio de barco em Fernando de Noronha, que é com certeza uma referência
em pontos turísticos, entre outras atividades. Uma delas é o mergulho, que chamou a atenção
do meu pai. Fomos de barco até o ponto de mergulho. Eu não queria mergulhar, até porque
aquela roupa apertada e não conseguir ver o fundo era algo que me assustava muito.
Infelizmente, naquele dia, meu pai além de ter me julgado por não querer pular no mar o
mesmo me empurrou na água. Chorei tanto, mas tanto, que lembro cada detalhe daquele dia,
até do meu café da manhã e de cada momento ao fim daquele dia .
Depois dessa situação, sempre tive repulsa em entrar no desconhecido oceano. E quando vou à
praia, sempre molho apenas os pezinhos. Melhor não arriscar né.
- Zulema Hernandez


Acho que a gente tem disso, né... medo do desconhecido. Mas, se me permite um conselho, da mesma forma que os cientistas não teriam descoberto tantas coisas incríveis sobre o mundo se não tivessem criado coragem de enfrentar esse medo, nós também jamais saberemos o que estamos perdendo se não criarmos coragem de explorar o oceano, um passo de cada vez. Por sinal, suas palavras me comoveram! Ansiosa para o próximo texto.