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AMAR É TRAIR A PRÓPRIA DOR?

Ela era perspicaz, como o vento que antecipa a tempestade antes mesmo de as nuvens se formarem. Ela era gentil, como a chuva fina que chega de mansinho e acalma o calor de um dia de verão. Ela era respeitosa como a maré que sabe a hora de avançar e de recuar, sem invadir o que não lhe pertence, apesar de que ela queria que lhe pertencesse. Ela buscava um espaço seguro para libertar sua verdadeira natureza, assim como eu. Então, nos encontramos. Encontramos um lugar para troca

Armadilha

Não sei dizer se foram as palavras de incentivo exacerbadas ou os gestos de carinho que buscavam me consolar, provavelmente a combinação de todo o apoio que me cercava, a situação em sua totalidade me enchia de sentimentos negativos. Eu havia falhado de novo, não merecia ser amada, e sim condenada. E faria o possível para alcançar a justiça. Cada lembrete de que eles continuariam ao meu lado mesmo que eu fracassasse dez, vinte ou trinta vezes era respondido com sarcasmo e dep

Seria eu o anti-herói da minha própria história?

Sempre me disseram que eu tinha sorte por ter uma família tão unida. E, de fato, tenho. Sou grata às forças do universo — ou ao acaso, que seja — por terem me cercado de pessoas tão amáveis. Não foram poucas as vezes em que conhecidos (às vezes nem tão conhecidos assim) comentaram o quanto minha relação com meus pais era admirável. Sempre achei curioso, porque, pra mim, aquilo era só algo normal. Minhas irmãs, então, nem se fala. As pessoas mais lindas que conheço, e digo iss

Medo do fracasso

É muito cômodo ficar na zona de conforto. Uma vez assisti uma série com uma fala que  me intrigou: “É melhor não fazer, se já sei que a rejeição vem.” e pensei o quão  relacionada com minha vida já foi essa frase. Em diversos momentos da vida, a  indecisão me privou de possíveis experiências positivas – e negativas também – e um  dos momentos em que isso me desfavoreceu foi no colégio.  O tempo me ensinou na marra que arriscar faz parte da vida, porém não é um jogo de  azar.

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