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Culpa

  • Agá
  • há 3 dias
  • 1 min de leitura

Não importam quantas. Não importa quantas pessoas me digam que não sou um monstro. Meus ouvidos escutam, mas meu cérebro não processa as figuras. Não importa o quanto se metam na minha vida. O quanto tentem me consolar e o quanto tentem fechar minhas feridas.


No final do dia ainda é a minha pele que dói, ainda são os meus pulsos que sangram e a minha mente que gira. São as minhas pernas que bambeiam, os meus lábios que tremem e as minhas unhas que são roídas.



Não importa o quanto tentem, o meu corpo ainda grita que a culpa é minha.


Agá


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