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A dualidade de amar

  • Foto do escritor: gabriel gonçalves
    gabriel gonçalves
  • 30 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Crônica por: Capitu


Era inevitável, não adiantava negar, tentar ignorar ou simplesmente mentir. Eu fui moldada nessa forma, forjada a ser assim antes mesmo de nascer. Era destino, se é que se pode chamar assim, na verdade, era uma grande piada. Afinal, como alguém que nunca desfrutou da dádiva de ser amada, pode ser logo a amante?

Só pode ser uma brincadeira de mal gosto, desejar por isso durante toda sua vida, mesmo que ela ainda seja curta, e nunca alcançá-lo. O que há de tão especial em você amor? O que pode ser tão incrível e desejável em você? Seria a cor que a vida ganha quando você está presente, ou talvez o brilho que as coisas passam a ter? O som das risadas, o anseio do abraço, a saudade sem tradução?

Você, amor, é a coisa mais impertinente que há! Pense em algo inconveniente, que vem sem ser desejado, ou convidado. Que invade e toma conta do ser, que inebria e gera esperanças. Que revolta, traz alegria e despedaça corações. Isso é o que você é, amor. Mas de alguma forma, ainda assim, amar e ser amada de forma igualitária segue sendo meu anseio. Para mim, amar é instintivo, é quase como respirar. Tudo que eu sou é amor, tudo que eu vejo é amável.

Pra mim o amor é doce, suave, forte, ele brilha. Ele tem cor, tem alma, tem vida. O amor é a engrenagem que me move. Não à toa o tenho tatuado em mim. Amar é uma qualidade, mas também é uma dor. Às vezes o amor perde a cor, vira cinza, vira lembrança, se torna uma pergunta. O amor, seja ele qual for, pode doer, e muito.

Às vezes os pais te magoam, amigos te abandonam, o amormostra que não te amava tanto assim. Por isso detesto ser essa pessoa amante, por mais lindo que isso possa ser. A vulnerabilidade é como um veneno, você mostra suas feridas, seus receios e tcharam!! No fim você está ainda mais machucada.

Eu tenho a habilidade de errar todas as vezes que escolho amar alguém, romanticamente falando, mas em acertar, quase, todas as vezes que escolho amar, não romanticamente falando. Eu sei, é tudo muito estranho, mas não cabe a você me julgar. Como disse, amar é o que sou, e bom, se eu errar, pelo menos foi tentando acertar. E mesmo que nada faça sentido, no fim somos sempre nós dois, eu e o amor.

 

 
 
 

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5 comentários


Inês Brasil
Inês Brasil
01 de jul. de 2025

amante nao tem laaar amante nunca vai casar

o preço que eu pago é nunca ser amada de verdade

marilia Mendonça gracas a deus amem

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Maru Serano
Maru Serano
29 de jun. de 2025

A descrição do que é o amor pra você fez total sentido na construção narrativa. Essa ideia meio paradoxal no seu texto também me encanta. Adorei a crônica.

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florbela
27 de jun. de 2025

Você vem trabalhando o amor nas suas crônicas de forma profunda e bela, parabéns

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Botânico
Botânico
30 de mai. de 2025

Nossa Capitu, que texto forte! Senti como se você e o amor fossem uma estrela em mais pura ardência de sua energia, acho que não tenho mais como definir esse texto melhor que isso.🪻


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Peter Parker
30 de mai. de 2025

Crônica linda, Capitu! O jeito como você destrincha sobre o que é o amor para você, o jeito como se transforma em tantas formas, tantos jeitos, e as — muitas vezes — vira até mesmo dor. Gostei muito. Se me permitir a licença poética, assinarei este comentário como você.


- Peter Parker 🕷️

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