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A ilusão do (quase) amor

  • Foto do escritor: Isabela Pelluso
    Isabela Pelluso
  • 11 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Crônica por: Karl Marx


Muitos dizem que um término dói muito, que tem uma dor profunda psicologicamente, e sim, é verdade, mas e quando você ama uma pessoa durante um bom tempo e nunca tem nada com ela?



Assim foi comigo, durante uns 2 anos, quando conheci uma menina, que na época eu havia a conhecido através de um amigo meu, os dois já eram bem próximos, mas depois de um certo tempo, começaram a entrar em algo mais sério.



Porém, eu também estava começando a gostar dela, eu e meu melhor amigo gostando da mesma pessoa, o que fazer? Bom, desde o começo eu tive essa dúvida, eu conversava com os dois ao mesmo tempo, e sempre tive que ouvir eles falando do relacionamento deles sem ela saber que eu tinha sentimentos por ela.



Depois de um certo tempo, eles se afastaram, eu comecei a conversar bastante com ela, criava falsas esperanças, ela já sabia que eu gostava dela, mas quando parecia que poderia dar certo, ela começou a gostar de outra pessoa, ficaram juntos, e novamente depois de um tempo, eles se afastaram, eu não queria continuar tendo esse sentimento, passar por tudo novamente, e ter que ouvir ela dizendo tudo sobre os seus relacionamentos, mas o sentimento não passava, até que um dia, simplesmente do nada, ela me enviou um texto pedindo um tempo na amizade, não queria mais ficar conversando, e depois de muito insistir pra que ela ficasse, ela foi embora.



Ainda podemos conversar uma vez ou outra, mas raramente, e nunca como antes, e assim, ainda aos poucos todo esse sentimento dolorido no coração foi passando, e o lado bom disso tudo foi que virou um aprendizado, não fazer mais certas coisas, não criar ilusões na mente, e certamente a se valorizar, esperando que um dia, estando mais preparado, a pessoa certa apareça.

 
 
 

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2 comentários


Jorge M
Jorge M
11 de abr. de 2025

Ótima escrita sobre a péssima situação que você viveu. Sinto muito que essa desilusão tenha ocorrido, e parabéns pela escrita, Karl.

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Peter Parker
11 de abr. de 2025

Somos por inteiro quase, uma turma de apaixonados com pais ausentes. Ótima crônica. 🕷️

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