Arpoador
- gabriel gonçalves
- 23 de mai. de 2025
- 1 min de leitura
Crônica por: Raven
Bubs, como é chamada desde a infância, anda com pressa pelas ruas de Copacabana. Ficou de encontrar sua namorada no Arpoador. Desde muito nova, é chamada de inteligente por seus amigos e familiares. Bubs agarrou cedo esse rótulo para sua vida. É o que sua namorada mais elogia nela. Por isso, Bubs está muito na dúvida se comenta sobre o que leu no horóscopo do jornal. Esse sempre é um tema de discussão do casal. Sagitariana, Bubs valoriza sua liberdade acima de tudo, mas pondera racionalmente se vale a pena discutir. Sua namorada é contra signos, diz não entender como alguém inteligente pode acreditar em definições genéricas. Como pode prender sua personalidade em celas invisíveis. Ainda assim, Bubs está animada. Vão voltar para o lugar do seu primeiro encontro. Naquela primeira vez, 4 anos atrás, chovia muito no Arpoador. A única coisa que Bubs lembra, é a sensação da chuva gelada caindo sobre ela, e seu alívio em ver que sua namorada não havia desistido de ir. Nada supera aquele dia. Sasha corre pelas ruas do Rio de Janeiro. Mentiu que tinha saído de casa mais cedo. Se sente muito triste quando pensa em decepcionar os outros, principalmente sua namorada. Logo ela, a única que realmente enxergou suas qualidades, a única que a fez se sentir verdadeiramente feliz. Sasha percebe a felicidade transbordando, só em pensar em voltar ao lugar do primeiro encontro. Naquele dia, mesmo com a chuva, ela tinha uma intuição clara. Sabia que sua futura namorada iria aparecer. Sabia que ela era o amor da sua vida. Nada supera aquele dia.
No fim, Helena só chegou meia hora depois.

Gostei da construção narrativa e do uso da 3ª pessoa, que nos faz ser um telespectador na história. Mas achei um pouco confuso sobre quem se falava, com os três nomes distintos.
Boa crônica, Raven! Achei um pouco confusa os nomes — talvez por não ter lido na última semana —,numa releitura posterior eu compreendo melhor.🕷️