Bloco do eu sozinho
- Isabela Pelluso
- 11 de abr. de 2025
- 1 min de leitura
Crônica por: Nástienka
Nunca gostei de ritos de passagem. Mas, esse especialmente mudou tudo. Não havia muito que eu acabava de soprar algumas velas, pedindo por felicidade e saúde, quando precisei sair às pressas para velar uma parte do meu coração.
Testemunho de solidão e finitude. Todos os anos, a partir dali não apenas marcariam mais um ano da minha vida, mas também um a menos da sua. Um golpe cruel do universo, não?
Eu daria meu coração por você. Mas todo esse amor, todo esse anseio não pode ser suficiente nessa vida. Então sigo, na esperança de que você nunca tenha duvidado do amor que era seu. Rezo para que você tenha sido capaz de decifrar meu coração, e que meus atos falhos e infantis não tenham ofuscado a infinitude do que senti por você.
Mas, por favor, apesar da despedida, não desapareça. Ainda te vejo em jaquetas de couro e frutas frescas, e isso tem bastado.
Quando meu peito chora, finjo que estamos apenas cantando “Los hermanos” juntos novamente. Afinal, quem é mais sentimental do que eu?

Um pouco atrasado, mas tive que voltar para comentar que achei essa a crônica mais bonita, e o uso da referência é espetacular. Sinto muito pela perda.
Texto lindo, cíclico e muito bem escrito. Tem excelentes paralelos e um uso FANTÁSTICO da referência musical, me ganhou! Sinto pela perda e parabenizo por ter conseguido fazer algo bonito dela.
Crônica muito interessante e bem produzida, consegue retratar muito bem os sentimentos vividos pelo luto, meus parabéns pela escrita.
Crônica maravilhosa. A citação a "Los Hermanos" é espetacular. 🕷️