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Cafeína em palavras

  • Foto do escritor: Isabela Pelluso
    Isabela Pelluso
  • 11 de abr. de 2025
  • 1 min de leitura

Crônica por: Cafeína em palavras


Um dia, minha tristeza, meu cansaço e meu medo eram varridos com palavras. Agora, me resta apenas um silêncio profundo, que reverbera no meu coração. Um dia, o tempo

estava bonito, mas não lembro se estava ensolarado ou não, podia estar chovendo. Agora, o tempo passou, e só posso me agarrar ao eco do que já se foi.


Não me refiro ao Fim, apenas a um fim entre vários outros. Porém, o que acabou? Todos continuam a uma ligação de distância. O que significou dar as costas uns para os outros em um dia e seguir para nossas casas? Significou assinar o atestado de óbito da minha Casa.


Um dia, as primeiras palavras eletrizantes foram trocadas, e eu não as gravei. Assim, esqueci os detalhes desse momento, como fiz com vários outros. Não conseguir me agarrar ao passado, enquanto me recuso a olhar para o futuro incerto, é uma tortura. Um passado venerado, mas, a cada dia, mais distante; um presente oco e um futuro ignorado. Sem nenhum tempo para me agarrar, minha existência tem a mesma solidez de uma alma penada.


Não me referia ao Fim, mas agora talvez seja apropriado. Quando o Tempo irá nos separar? Não seguro sua mão e não

segurarei as lágrimas em um casamento. Por que a Roda do Tempo tece encontro de almas, se irá rasgar o que foi tecido? Afinal, não quis evocar a morte, apenas a eternidade finita de uma vida separados.

 
 
 

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3 comentários


Vinícius Souza
13 de abr. de 2025

Profundo!

Passarei um tempo, talvez dias para entender cada camada, gostei muito.

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Jorge M
Jorge M
11 de abr. de 2025

Interessante a diferença apontada entre o "fim" e o "Fim". Que a Roda do Tempo possa te tecer um grande futuro, e parabéns pela escrita.

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Peter Parker
11 de abr. de 2025

Lindo. 🕷️

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