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Esse cara sou eu

  • Foto do escritor: gabriel gonçalves
    gabriel gonçalves
  • 20 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Crônica por: Vinícius Souza


Prazer.


Sou tudo aquilo que aquele que me escreve é, não estou ancorado na sombra dele, na verdade diria que sou sua luz! Sombreei apenas o título, o pus em negrito.


Pude expressar em palavras o que se gritava em pensamentos. Não tangenciei meu autor nem por um instante, porque se tudo que ele deseja é identidade, iluminei o que pude para que o caminho de tijolos amarelos da utopia de seu Eu estivesse mais concreto — mesmo sabendo que seria torturante encarar as inevitáveis crises.


Estive sendo excessivamente ele, ainda que eu e vocês não saibamos exatamente quem o é, garanto a Beltessazar e a vocês que não se passarão anos na trincheira novamente numa guerra de Eus. Como diria Nietzsche: “isso é efêmero, basta amor fati que passa” — selo Vinícius Souza de confiabilidade.


Permaneci fidedigno, cópia e cola, Sandy e Jr., talvez um pouco mais consciente, já que tenho essa magia de existir em cada palavra pensada mais de duas vezes. Fui fera ferida em seu trauma, mesmo ardendo por não querer ser; experimentei suas guerras com seu infortúnio conhecido e estendi a mão ao nada que esse escritor tudo é. Fui além de seu horizonte e o expandi. Sou seu reflexo, e por trás de sua escrita, nosso único detalhe — tão pequeno entre nós dois — é que eu sou aquele que seria você, o nome abortado. Fiquei no escanteio de sua cova de leões, e isso foi muito grande para esquecer.


Senti por recortes, e, se permanecesse por mais tempo, aquele por trás das letras diria seu nome e sobrenome (feio) sem precisar dizer.


Nas curvas dessa estrada de santos, meus fragmentos estão mais soltos que nunca. Poderia nomeá-los, e seria uma grande lista de nomes. Consigo agora, como quem recupera suas lentes, enxergá-los menos embaçados, e sinto — como um surdo vê e um cego escuta — cada um deles se aproximando dos demais numa lerdeza saudável.


Gostei de ser, por cinco textos, o amado amante do meu cérebro, o subconsciente sem filtro, o córtex pré-frontal inexistente — nada que aquele que é julgado por Deus também não seja. Porque esse cara também sou eu.

 
 
 

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7 comentários


bernardo soares
bernardo soares
04 de jul. de 2025

Incrível! Continue!

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Maria Brunari
04 de jul. de 2025

Te ler foi mergulhar, Vinicius! O seu dom é nítido! Obrigada por ser O ESCRITOR!

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Inês Brasil
Inês Brasil
01 de jul. de 2025

o cara que pensa em você toda hora TANANANANANNNNNNN

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Maru Serano
Maru Serano
30 de jun. de 2025

A estruturação do seu texto me chama muita atenção. Na minha opinião, ela faz toda a diferença na transmissão da sua mensagem. A separação do texto em diversos parágrafos e o uso das pontuações faz com que suas ideias estejam organizadas e eu consiga compreender exatamente o que quer dizer. Te acho um baita escritor. Parabéns pela crônica.

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Peter Parker
28 de jun. de 2025

Prazer, Vini. Sou Peter. E, dos seus admiradores talvez eu seja o mais fanático. Que crônica fantástica, meu querido!


A fluidez, e jogo de palavras, o repertório pra encorpar o texto, tudo tão incrível. Tão belo.


Você chegou sorrateiro, sem alardes mas aos poucos foi se soltando e nos presenteando com um talento admirável para a escrita.


Que honra ter compartilhado este espaço com alguém tão especial. 🕷️

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