Eu tive um sonho
- gabriel gonçalves
- 13 de mai. de 2025
- 1 min de leitura
Crônica por: Matt Murdock
Experienciar o amor é um dos momentos mais nobres da humanidade, até porque ser humano é isso: criar relações racionais ou emocionais com pessoas e assim a vida segue. Porém, ao encontrar AQUELA pessoa, todos os sentidos ficam mais claros. Lembro-me do começo: dois adolescentes na escola, passando manhãs inteiras juntos e o que menos importava era a matéria sendo dada pelo professor, e isso antes mesmo de haver algo concreto. Mais à frente, o sentimento dos dois tornou-se singular e, ainda que anos tenham se passado, pouco mudou.
Claro que os tempos de escola acabaram e mais responsabilidades vieram, e aí estão as poucas mudanças. A frequência a qual nos víamos obviamente diminuiu, mas a intensidade, inversamente proporcional à frequência (assim como na física), só aumentou. E essa intensidade aumentou em todos os aspectos que você possa imaginar: na maturidade, no companheirismo, na atratividade e, acima de tudo, no AMOR. Nosso sentimento alastrou-se em nossas saídas, nos filmes vistos, nas brincadeiras jogadas, nos sorrisos, abraços e beijos dados, nas transas hipnotizantes feitas, sejam elas no quarto, na sala, no banheiro, na cozinha, no chão, no teto... tudo era maravilhoso ao lado DELA.
Tal qual Matt Murdock, advogado que, devido ter ficado cego por um acidente radioativo, possui todos os seus outros sentidos maximizados de modo sobrehumano, utiliza seu alter ego, "Demolidor", para combater o crime e sentir-se completo, eu, uma pessoa comum com uma vida comum, fiz da sensação única de amar o meu super poder para combater as dificuldades da vida. Afinal, todos adorariam experienciar esse sonho.

O primeiro amor é inexplicável mesmo. Você conseguiu transmitir muito bem um pouquinho do que esse amor é pra você. Boa crônica.
Belo texto, Matt, principalmente essa comparação no final, muito bem escrita