Noites de desejos
- gabriel gonçalves
- 2 de mai. de 2025
- 1 min de leitura
Crônica por: Clarice Bei
Deitada no travesseiro penso em um desejo. Lembro de conversas que tive com amigos, sobre conhecer o mundo e ajudar os animais. Desejos. Há desejos nos quais a gente não fala, desejos íntimos. Fazer diferente de nossos pais e conseguir nos perdoar.
Desejo, desejo, desejo. Escrevo quase acreditando que depois de materializado o desejo se tornará real, por isso tenho dificuldade em escolher apenas um deles. Dentre tantos qual seria o mais importante? Qual causaria mais impacto? Qual é o mais verdadeiro? Não tenho essas respostas, chego a questionar se essa crônica terá um desfecho.
Me viro de um lado para o outro, tentando escolher. Quanto mais tempo se passa mais desejos transitam por minha mente, alguns surgem, outros somem, e não consigo me agarrar a nenhum deles. Questiono se há diferença entre querer e desejar, talvez esse seja o problema.
Tenho desejos de todos os tipos, desejos pessoais, sexuais, sociais. Também, quero muitas coisas, materiais e imateriais, como no momento quero para de pensar em escrever sobre desejos. Contudo, acredito que se tenho tantos desejos assim o meu verdadeiro desejo é viver.
Pois no fim, todos os desejos fazem parte da vida. Como não consigo escolher apenas um deles, escolho esse que permite a existência de tantos outros.

A imensidão de tantos desejos e a dúvida se é a apenas um querer ou um desejo — ou, se existe uma diferença —, é sem dúvidas o principal obstáculo deste tema. O modo como você descobre ao longo da crônica que seu maior desejo é viver, é sem discussões belo. Leitura leve e gostosa, fácil de se identificar com o eu lírico. 🕷️