O rebelde
- gabriel gonçalves
- 30 de mai. de 2025
- 1 min de leitura
Crônica por: Raven
Cada vez é mais difícil escrever crônicas. Pensamento ou emoção, intuição ou sensação, arquétipos. Talvez me falte autoconhecimento. Com certeza falta.
Então, simplesmente deixo para depois. Um pouco mais tarde. Amanhã eu faço. Costumo deixar para o futuro, até mesmo pensar no que escrever. Quando falta pouco tempo, escrevo a primeira ideia que vier, pelo menos não terei como criticá-la.
No entanto, dessa vez a situação piorou. O tempo escorre pelas minhas mãos, e, nada sai. Não me visualizo em nenhum arquétipo. Ou talvez não queira me visualizar.
Como disse Renato Russo: “Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto”. Essa citação é a única ideia que volta constantemente. Me levaria para um caminho mais fácil, afinal, pelo menos alguns dos arquétipos preciso conseguir eliminar. Tiraria então, o arquétipo do Explorador. Sempre preferi o conforto do conhecido no lugar do novo. Mas, na verdade, isso também parece uma mentira. Diversas vezes fui atrás do desconhecido, em momentos cruciais da minha vida.
Sou o que penso ou o que falo? Penso ser o Sábio, racional, que busca o conhecimento acima de tudo. Mas também o Herói, com atos corajosos hipotéticos, o Governador, que poderia comandar o mundo, o Criador, com invenções geniais, que nunca viram a luz do dia, o Inocente, que frequentemente calo, o Tolo, o Órfão.
Sou então o que pensa tudo, mas não faz nada. Talvez o Mago? Não sei. Não consegui “ver além” nem mesmo o que poderia escrever. O tempo acabou.

Achei o texto meio confuso e acho que é justamente isso que você quis transparecer, esse conflito interno. Prefiro acreditar que com o tempo nós vamos conseguindo se encontrar um pouco mais. Procure buscar coisas que te pertençam.
Raven, não se conhecer é um problema, mas é processual, é um dia de cada vez tijolinho por tijolinho. Então não se desespere, tudo bem achar complicado escrever sobre algo que não se conhece e sobre o texto, eu gostei bastante, não sei se vai entender as referências mas senti como se esse pudesse representar tal qual uma ampulheta ou a música HOT TO GO, da Chappel Roan. 🪻
Acho que, se conhecer pouco, sem dúvidas tem nos levado a um beco sem saída. Em que, se auto conhecer que outrora parecia algo importante que pode ser adiado, agora se torna necessário para escrever crônicas cada vez complexas. Gostei de como você conversa sobre isso.🕷️