O silêncio que explode no peito
- gabriel gonçalves
- 23 de mai. de 2025
- 1 min de leitura
Crônica por: Elena Gilbert
Eu sou dessas que sente muito, mas fala pouco. Às vezes, fico com vontade de dizer algo e travo. As palavras até vêm, mas na hora certa, elas somem. E aí fico com aquele gosto de coisa não dita que arde o peito pela omissão de palavras faladas.
Sempre fui tímida. E isso complica quando o assunto é relacionamentos. Amorosos, amizades, familiares… parece que eu não me importo, mas a questão é que não sei mostrar do jeito que esperam. Às vezes, pareço distante, quando na verdade estou cheia de vontade de estar perto.
Meu jeito é mais de cuidar quieta, sabe? De ouvir mais do que falar. Presentear ou atos de serviço como linguagens do amor, mas palavras de afirmação definitivamente não são minha praia. Acho que esse é meu lugar no mundo. Gosto de estar com gente, de ajudar, de fazer parte, mesmo que em silêncio.
Tem dias que eu queria ser mais leve com isso. Falar com mais facilidade. Dizer o que sinto sem medo, resolver conflitos internos e externos com o simples fato de comunicar. Para uns um verdadeiro dom, porém pra mim um pesadelo. Mas, por enquanto, vou sendo assim: simples, devagar, tentando mostrar com gestos o que minha boca ainda não aprendeu a dizer.

Da pra ver a timidez até mesmo na sua escrita. Acho que você representou muito bem o que sente. O arrependimento realmente é uma das piores sensações. Boa crônica!
Elena sua maturidade é visceral!
Nós somos oq somos, podemos ser modelados a força ou deixar com que nosso eu seja predominante, sua escolha independente de qual seja é sempre a mais justa, afinal nosso caixão é individual(GM).
Mas sua timidez aqui nesse curso é efêmera,quanto a isso fica tranquila.
Já tenha em mente a grande Elena que está se tornando!
Crônica muito boa. Um pouco tímida, como você se descreve, mas interessante como você também se descreve. 🕷️