Paradoxo Ambulante
- gabriel gonçalves
- 23 de mai. de 2025
- 1 min de leitura
Crônica por: Tuca
Admito que a crônica dessa semana me deixou em dúvidas sobre a minha própria personalidade. Depois de muita análise, consigo me definir como contraditória. Ao mesmo tempo que gosto da calmaria, sinto que não consigo viver sem, pelo menos, um pouco do caos. Gosto muito de falar com poucas pessoas, mas odeio falar com muita gente. Sou quieta ao lado de pessoas animadas, mas animada demais ao lado de pessoas quietas. Me sinto como um paradoxo ambulante.
Sou ansiosa, claro - ensaio todas as palavras e suas entonações mentalmente, mas quando vou falar, elas tropeçam umas nas outras. Minha cabeça, na maioria das vezes, parece uma central de telemarketing. Sim, telemarketing, em cada mesa há uma parte de mim ligando e analisando os fatos e ocorridos. Me preocupo demais com a imagem que as pessoas têm de mim, será que sou muito? Talvez eu seja pouco. Talvez eu nem chegue a ser algo para elas.
Ao mesmo tempo que quero ser notada, eu amo ser só mais uma na multidão. Gosto muito de ficar calada, na minha, só eu e eu. Porém, gosto de contar as pessoas coisas aleatórias como:
-Você sabia que o M&M foi criado por conta da Guerra Civil Espanhola?
Sinto que minha alma é movida por um contrassenso, apaixonada pela invisibilidade mas movida pela necessidade de compartilhar meus pensamentos e emoções. Como alguém que caminha na sombra por escolha, mas não resiste a tomar um pouco de sol aos domingos.

eu prefiro ser uma metamorfose ambulante
Achei o seu texto divertido, interessante.
Me identifiquei em muitas partes, obrigada por compartilhar isso conosco
Seus textos sempre são um espelho do que muitas pessoas também sentem, isso é lindo!!!!
Um contraste de diversos sentimentos opostos que juntos se tornam uma só pessoa, uma bels reflexão. Muito boa crônica, parabéns pela escrita.